Por: GUSTAVO COLTRI

Adoção de lâmpadas eficientes e de sensores, além do uso racional dos elevadores são opções para os condomínios


País sofreu corte de fornecimento em janeiro

Com ou sem infraestrutura elétrica para a instalação de aparelhos de ar-condicionado nas unidades, o momento é de economia de energia. E os condomínios podem colaborar.

Na tarde de 19 de janeiro, o Operador Nacional do Sistema (ONS) determinou a redução da oferta de energia no País, deixando sem luz dez Estados e o Distrito Federal. Na época, o órgão alegou que o problema foi provocado por restrições na transferência de energia das Regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico.

A utilização de lâmpadas mais econômicas pode ser uma alternativa para os empreendimentos, segundo especialistas. O diretor de sustentabilidade condominial do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Geraldo Bernardes, lembra que as Lâmpadas de LED ainda são caras (existem produtos no mercado variando de R$ 35 a mais de R$ 100), embora durem até 30 mil horas. “E as fluorescentes T5 têm um bom custo-benefício.”

Os sensores de presença nas áreas comuns são outra medida à disposição dos condomínios. “Sua adoção somada a de outros sistemas como a fotocélula (que aciona as luzes das áreas externas, como jardim, automaticamente e tem um timer integrado que pode ser programado para desligá-las em determinado horário) permite economia de até 20%”, diz o diretor executivo Técnico e de Sustentabilidade da Even, Silvio Gava.

Ações. O consultor de sustentabilidade Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech, ressalta a importância das ações. Segundo ele, parte das luzes do estacionamento muitas vezes podem ser retiradas, sem prejuízos para a segurança dos moradores. O especialista recomenda ainda que um dos elevadores do condomínio seja desligado à noite. Chamar apenas um dos aparelhos também ajudaria.

Marcelo Mahtuk, da administradora Manager, pede especial atenção à revisão dos aparelhos. “Orientamos nossos clientes com mais de 20 anos a fazer um estudo dos equipamentos e maquinários dos elevadores. Hoje o mercado apresenta uma tecnologia mais avançada, possibilitando equipamentos mais econômicos e de manutenções mais baratas.”